29.12.08

No deserto

xx
Metade de mim cavalo de mim mesma eu te domino
Eu te debelo com espora e rédea

Para que não te percas nas cidades mortas
Para que não te percas
Nem nos comércios de Babilónia
Nem nos ritos sangrentos de Nínive

Eu aponto o teu nariz para o deserto limpo
Para o perfume limpo do deserto
Para a sua solidão de extremo a extremo

Por isso te debelo te combato te domino
E o freio te corta a espora te fere a rédea te retém

Para poder soltar-se livre no deserto
Onde não somos nós dois mas só um mesmo
No deserto limpo com seu perfume de astros
Na grande claridade limpa do deserto
No espaço interior de cada poema
Luz e fogo perdidos mas tão perto
Onde não somos nós dois mas só um mesmo

Sophia, Dual

11.12.08

HAMLET: Do you see nothing there?

THE QUEEN: Nothing at all; yet all that is I see.


Shakespeare: Hamlet, act 3, scene 4

4.11.08

[...]

Sabes, amar é uma vitória,
e a vida é simples de contar
[...]

Carlos Paião, História de Amor

[...]

Sabes, amar é uma vitória,
e a vida é simples de contar
[...]

Carlos Paião, História de Amor

1.10.08

Se podes olhar, vê.
Se podes ver, repara.

José Saramago, “Livros dos...” em Ensaio Sobre a Cegueira

29.9.08

Tatuagens

youtube

Em cada gesto perdido
Tu és igual a mim
Em cada ferida que sara
Escondida do mundo
Eu sou igual a ti

Fazes pintura de guerra
Que eu não sei apagar
Pintas o sol da cor da terra
E a lua da cor do mar

Em cada grito da alma
Eu sou igual a ti
De cada vez que um olhar
Te alucina e te prende
Tu és igual a mim

Fazes pinturas de sonhos
Pintas o sol na minha mão
E és mistura de vento e lama
Entre os luares perdidos no chão

Em cada noite sem rumo
Tu és igual a mim
De cada vez que procuro
Preciso um abrigo
Eu sou igual a ti

Faço pinturas de guerra
Que eu não sei apagar
E pinto a lua da cor da terra
E o sol da cor do mar

Em cada grito afundado
Eu sou igual a ti
De cada vez que a tremura
Desata o desejo
Tu és igual a mim

Faço pinturas de sonhos
E pinto a lua na tua mão
Misturo o vento e a lama
Piso os luares perdidos no chão


Mafalda Veiga

22.9.08

Tradição

é a passagem do fogo, não a veneração das cinzas.

Gustav Mahler

em http://www.rodobalho.com/

28.8.08

Interpretation is the revenge of the intellect upon art.
Susan Sontag, 1964.

27.8.08

Tell me a story, Pew.
What kind of story, child?

A story with a happy ending.
There's no such thing in all the world.
As a happy ending?
As an ending.

in Lighthousekeeping

6.8.08

Isto de estar vivo um dia ainda acaba mal.

Manuel da Fonseca

Throw it away


I think about the life I live
A figure made of clay
And I think about the things I lost
The things I gave away

When I'm in a certain mood
I search the halls and, look,
One night I found these magic words
In a magic book

Throw it away, throw it away
Give your love, live your life
Each and every day

And keep your hand wide open
Let the sun shine through
Cause you can never lose a thing
If it belongs to you

There's a hand that rocks the cradle
And a hand to help us stand
With a gentle kind of motion
As it moves across the land

And hands unclenched and opened
Gifts of life and love it brings
So keep your hand wide open
If you're needing anything

Throw it away
Throw it away
Give your love, live your life
Each and every day

And keep your hand wide open
Let the sun shine through
Cause you can never lose a thing
If it belongs to you

There's a natural obligation
To what we own and claim
Possessing and belonging to
Acknowledging a name

So keep your hand wide open
If you're needing love today
Cause you can't lose it even if
You throw it all away

You can throw it away
You can throw it away
Give your life, live your love
Each and every day

And keep your hand wide open
Let the sun come through
Cause you can never lose a thing
If it belongs to you

Abbey Lincoln

19.3.08

A liberdade exprime-se no esforço do espírito para se libertar das formas que já cumpriram o seu papel.

Kandinski, Gramática da Criação

20.1.08

A condição humana atinge-se quando o Homem está disposto a morrer por aquilo em que acredita.

desconheço

8.1.08

If blood will flow when flesh and steel are one

Drying in the colour of the evening sun

Tomorrow's rain will wash the stains away

But something in our minds will always stay

Perhaps this final act was meant

To clinch a lifetime's argument

That nothing comes from violence

and nothing ever could

For all those born beneath an angry star

Lest we forget how fragile we are


Fragile - Sting, Fields of Gold

video

5.1.08

Persons attempting to find a motive in this narrative will be prosecuted;

persons attempting to find a moral in it will be banished;

persons attempting to find a plot in it will be shot.


Mark Twain

2.1.08

Coragem

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares.
É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.

Pessoa